sábado, maio 23, 2009
A simplicidade da vida
Ah como é bom! Momentos aparentemente insignificantes, mas completos em sua simplicidade.
Cada segundo vivido, uma satisfação a mais.
Alegria... tão contrária aos momentos de melancolia que me perseguem. Quero ficar assim por muito tempo... mas sei o quanto essa vontade é ilusória.
O melhor é aproveitar cada passo, cada brilho, cada pessoa, cada olhar, e viver! Simplesmente viver! Aonde vou e quero chegar não sei mesmo, eu quero mais é estar ao lado daqueles que amo... e cantar, dançar, chorar, me apaixonar!
Quero esquecer toda forma de dor, e aproveitar cada instante dessa paz!
Abraços,
Joyce.
quinta-feira, abril 02, 2009
Pensamentos vagos.
Novamente me pego questionando e planejando o destino de minha vida, como se esse estivesse sobre meu controle. Mesmo assim insisto em tentar desvendar o sentido da minha existência, ora vazia, ora cheia, ora maravilhosa e ora com momentos de angústia. Até aqui considerado normal.
Os meus questionamentos são desde questões amorosas, profissionais, de formação, ideológicas, banais, de morte, pós morte e quem sabe reencarnação. Confusão. Relativamente normal.
O que, pra quem, por quê, aonde fazer. Certamente daqui a 40 anos, isso se até lá eu me encontrar nesse chão, terei novos questionamentos e planos. Hoje, sinceramente não me vejo com 70 anos, ou mais precisamente 69, contabilizando corretamente os 19 já vividos. Um senhora rabugenta? De mal com a vida? Memória falha? Saudade dos pais e da juventude? Viúva? Segundo, terceiro, quarto... sêxtuplo casamento? Eterno amor? Nada se sabe. Quem ouvir dizer, estará mentindo.
Bem, nesses meus questionamentos, me vem a interrogação: qual curso fazer? Qual profissão escolher? Casar ou não casar? Ter filhos ou não.? Dar o braço a torcer ou não? E outras consequências de verbos ... não saber se lutar, amar, brigar, perseverar...
Apesar das dúvidas, tranquilidade. Paz. Neste instante, é claro. Sobre os próximos não sei dizer.
Espero decidir, ao menos por hoje qual caminho andar. Ao teu lado é bem melhor. Pena somente as lembranças serem eternas. Do resto, até alguns laços se desfazem. Nó cego também passa a enxergar. E cegueira obriga mesmo sem se ver, a sentir a realidade.
Me sinto normal.
Um ser-humano cheio de anormalidades, dúvidas, medos, sonhos, confusões, fraquezas.
Amigos nem tanto. Só aqueles que realmente se importam, o resto é status ou conveniência. Mas não tem problema, nessas problemáticas filosóficas acabo simpatizando comigo mesma, a melhor companhia. O espírito mais sincero. Sem máscaras, é claro que quando só.
Relativamente incerta. Lutar pelos outros ou por mim? Deixar de fazer ou fazer para os outros? A noite está chegando, e com ela a dicotomia do meu ser.
Joyce Maria.
sexta-feira, fevereiro 13, 2009
Pessoas

Há tantas delas. E tão pouco de mim.
São milhares que surgem por segundos. Muitas que se vão em segundos.
E eu, em questão de segundos, me perco entre elas.
Idéias vãs.
Aqui estão (idéias), trancafiadas junto a mim (nesta vida incompreensível). Neste mundo de todos e de ninguém.
São tantas (pessoas)... e eu nada sou em meio às suas sombras.
Idéias construidas por pessoas...
Uns dão certo. Outros sofrem até o fim, ou até o começo, nada se sabe sobre esses seres inconstantes.
São tantos passos, tantas sombras, tantas dúvidas, que nem se sabe ao certo se são eles ou se sou eu.
Se somos nada, ou se somos um.
Não se sabe ao certo o sentido dessas pessoas que caminham rumo à vida, a morte, ou ao nada.
Se sabe apenas que caminham crentes de que o amanhã chegará.
sexta-feira, novembro 07, 2008
Gota
Uma na chuva. Aparentemente gota. Nunca ninguém havia amado assim. Quando ela caiu foi como um orvalho, como uma gota. Mas depois o cenário mudou. Assim que a gota, límpida e aguada se juntou ao chão, este seco, triste e desconsolado, se tornou nada - aparentemente-.Ninguém ousa entender. Ela se apaixonou no momento em que caiu, ele a fez sumir. Sumir em prazer... Os dois, ela nele (e ele nela) se encontraram. Ela gota, ele com gota. Ele chão, ela no chão.
Que mal há em amar?
Não há mal, o mal é não entender como pessoas, gotas e chãos se amam. E tudo mais que se pode viver. Viver ou ser "vivido" por qualquer ser humano apaixonado, cheio de inspirações loucas à flor da pele...
Não há explicação, ninguém consegue intrepretar o interpretável. Sabe que é tempo perdido, gota sem chão.
Permanecemos assim, inconformados, apaixonados, desvairados, sem noção.
E a gota, ah a gota!
Está no chão.
Joyce Miranda


